SARI

O Sari


O que é

Nada é tão forte como identidade da mulher indiana como o Sari. Mas, atualmente, no Ocidente, o Sari está na última moda e até é usado pelas mais elegantes deste mundo. Este tecido retangular, que não pode ser cortado nem costurado, possui comprimento variando entre 4 e 8 m, sendo a largura mais comum a de 1,20 m. Essas dimensões variam de acordo com a região e o modo como é drapeado ao redor de todo o corpo.

O Sari surge em comprimentos, cores e desenhos variados, refletindo a grande diversidade cultural da Índia. Os tecidos são os mais variados: dos confeccionados no tear às sedas luxuosas, incluindo os sintéticos dos dias atuais.

Origem

A origem do Sari é obscura, mas podemos dizer que é tão velho como a civilização indiana. Há 5 mil anos, o algodão já existia na Índia e era transformado em tecido. Uma das mais antigas representações de uma mulher usando um Sari remonta a 100 anos Antes de Cristo, numa terracota do período Shunga (200-50 AC). Deidades religiosas são mostradas com Saris em diversas pinturas e esculturas. Exemplos significativos são as esculturas da civilização Greco-Gandhara Indiana (50 AC – 300 DC), representadas em diferentes estilos de drapeados. Entre os deuses, semi-deuses e mortais representados nos murais das Grutas de Ajanta (final do século 5), há duas representações de mulheres usando Saris cobrindo todo o corpo.

O que compõe o Sari

O Sari é usado com duas outras peças de roupa: a Ghaghra (anágua sem pregas, que ajuda a manter o Sari na cintura), usada sob o Sari, e o Choli (blusa curta, que cobre o busto). Pode-se usar um acessório (broche) para manter juntas as pregas do Sari na altura dos ombros. Mas, sem dúvida alguma, o uso do Sari é considerado incompleto sem o Bindi (pequeno círculo colorido usado entre as sombrancelhas) e as jóias, principalmente o Churi (Bangles – inúmeras pulseiras em cada braço).

O Bindi vermelho é exclusivo das mulheres casadas, assim como as cores vivas: vermelho, laranja e amarelo. As mulheres solteiras usam cores mais suaves, como o azul ou o verde, sempre acompanhadas do Bindi, que as embelezam. Outra peculiaridade são os brincos colocados no nariz: os simples, apenas um botão, podem ser usados por todas as mulheres, mas os de argola, maiores, que são presos entre a cartilagem do nariz, são exclusivos das mulheres casadas.

As técnicas de fabricação do Sari

Mesmo hoje em dia, os Saris mais luxuosos, exclusivos e caros são aqueles feitos no tear. Confeccionar um Sari pode levar alguns meses e, às vezes, anos. As padronagens e os desenhos estampados nos Saris possuem o seu próprio significado, e indicam a região de onde provem. Os motivos mais comuns são os pavões, elefantes, papagaios, motivos florais, lótus e diamantes.

Há três técnicas principais: os Saris feitos no tear, os impressos e os bordados. Os impressos ou estampados podem ser feitos com blocos de pintura manuais, ou utilizando diferentes técnicas: roller printing, tie & dye, batik ou kalamkari. Há inúmeros estilos de Saris bordados – Kantha, Chikankari, Parsi, relacionados às diversas regiões da Índia.

A italiana que adotou o Sari

Sonia Gandhi, a italiana que conquistou o coração de Rajiv Gandhi, filho de Indira Gandhi, ambos assassinados, tornou-se uma política respeitada, ganhando as eleições para primeiro-ministro em maio de 2004. Embora tenha renunciado ao cargo, esta mulher de fibra, determinação e força de vontade, presidente do Congresso, é uma defensora dos costumes indianos, e possui, atualmente, uma das mais belas coleções de Saris, que ela usa magnificamente em todas as suas aparições públicas.

Curiosidades da última Maharani de Jaipur

O enxoval da última Maharani de Jaipur, que se casou em 1940, continha mais de 250 Saris escolhidos por sua mãe. Eram Saris deslumbrantes, em musselina, bordados com fios de ouro e em seda pesada.

Os Saris escolhidos por Ma, como era carinhosamente chamada pela filha, se tornaram o ideal de moda das mulheres Rajput através do país. Cores pastéis em chiffon francês, a cabeça graciosamente coberta e um colar de pérolas passou a ser a maneira elegante de se vestir. Ela foi um símbolo de elegância na Índia assim como Jaqueline Kennedy, sua amiga, foi para os americanos.

Aliás, foi Ma quem introduziu o chiffon nos Saris e eles se tornaram muito populares devido ao carisma e a forma de usá-los da Maharani de Jaipur.

Como amarrar um sari

A forma de amarrar o Sari não é complicada, se o fizermos segundo algumas regras elementares. O tecido deve ser sempre enrolado no corpo no sentido anti-horário; o Sari não deve arrastar no chão, evitando-se assim sujá-lo (para isto, aconselha-se utilizar uma sandália de salto alto), mas deve cobrir os pés e a anágua.

Seguindo passo a passo as explicações de uma indiana…

  • Colocar o Choli (blusa curta) e a Ghaghra (anágua), apertando muito bem a tira na cintura, ou abaixo do umbigo, como queira. Ela tem de ficar muito justa, com as pontas do nó caindo para o lado direito do corpo;

  • Desenrolar o Sari, verificando qual deve ser a parte de baixo (normalmente há uma dupla barra que circunda o tecido, tornando-o mais pesado nesta região, interrompida um pouco antes do final). Devemos começar a enrolar por esta ponta;

  • Colocar a sandália com a qual iremos vestir o Sari. Ver a proporção da saia para que esta não arraste no chão, uma vez que o restante do tecido será embutido dentro da anágua;

  • Começar a dobrar pelo lado direito, vindo para a esquerda, dar uma volta e meia, parando na altura do umbigo;

  • Com a outra mão, ir seguindo o Sari até o seu final. Pegar a ponta e dobrar inúmeras vezes até finalizar o tecido. Segurar esta ponta e jogá-la por cima do ombro esquerdo, antes passando o tecido por debaixo do braço esquerdo, dando a volta pelas costas. Deixar cair a ponta do Sari (normalmente a parte mais trabalhada) até a altura desejada, lembrando-se que quanto mais comprida for esta ponta, mais bonito o Sari ficará ao final;

  • Com o restante do pano, começar a fazer dobras com os dedos: primeiro uma menor, em seguida várias maiores até o pano finalizar. Quando isto acontecer, juntar todas as dobras, colocando-as por dentro da anágua, prendendo-as com um alfinete. Desdobrar a primeira prega (a menor), embutindo-a na anágua, ajustando o Sari. Normalmente, as pregas se situam do lado direito do umbigo, mas podem ficar centralizadas no corpo, se assim o desejarmos;

  • Ajustar, em seguida, o restante do tecido que porventura fique sobrando, colocando-o também para dentro da anágua;

  • Abrir um pouco o tecido pregueado que colocamos sobre o ombro, espalhando-o sobre o peito. Pode-se também prendê-lo, com um alfinete ou broche, no alto do ombro, sobre a blusa. Em algumas regiões, com a ponta do Sari caída nas costas, dá-se uma volta no corpo e prende-a na anágua, na altura da cintura esquerda;

  • A blusa normalmente é decotada, aberta na frente, forrada, mas com mangas transparentes e se situa logo abaixo do busto.

  • http://brunaebrunobrasil.spaces.live.com/photos/cns!A63FDE0BDF0FFD49!234/

     

     

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