MADRE TERESA DE CALCUTÁ

Madre Teresa, das crianças e dos pobres

http://www.pastoraldacrianca.org.br

A Pastoral da Criança

tem por objetivo o desenvolvimento

integral das

crianças, estando a serviço

da vida, da esperança,

da fé, do amor, da alegria

e da paz.

doze anos começava a concretizar-se.

Foi enviada para Darjeeling, local onde

as Irmãs de Loreto possuíam um colégio.

Lá, fez a profissão religiosa, tomando o

nome de Teresa, em homenagem a uma

humilde carmelita de Lisieux, que ensinou

aos homens do nosso tempo o caminho

da infância espiritual.

Passou a ensinar geografia no Colégio de

Santa Maria, em Calcutá. Tornou-se diretora,

porém, gostava de ensinar e as alunas

estimavam-na porque era sempre

dedicada e atenta a todos os problemas.

Havia muito humanismo nas suas palavras

e atitudes.

Embora cercada de meninas, filhas das

melhores famílias de Calcutá, impressionava-

se com o que via quando saia à rua:

os bairros de lata com cheiros nauseabundos,

crianças, mulheres e velhos famélicos.

Numa viagem de trem ao noviciado do

Himalaia, recebeu uma claríssima iluminação

interior: dedicar sua vida aos mais

pobres dos pobres.

Ela se referia aos pobres de Calcutá, que

todas as noites morriam pelas ruas e na

manhã seguinte, eram lançados para o

carro da limpeza pública como se fossem

lixo. Ela não conseguia habituar-se a esse

terrível espetáculo de pessoas esqueléticas

morrendo de fome ou pedindo esmolas

pelas ruas.

Sua simplicidade, fervor e persistência

convenceram o arcebispo – mesmo contrário

– de que estava perante de uma

manifestação da vontade de Deus. Por

isso, aconselhou-a a pedir autorização à

Madre Superiora, que concordou com

seu desejo.

Deixou o colégio em 1948 e dirigiu-se

para Patna, para fazer um breve curso de

enfermagem, que julgava de imensa utilidade

para a sua atividade futura.

Neste mesmo ano obteve a nacionalidade

indiana e reunindo um grupo de cinco

crianças, num bairro imundo, começou a

dar aulas. Pouco a pouco, o grupo foi

aumentando. Dez dias depois, eram cerca

de cinqüenta crianças.

Junto com o alfabeto ela dava lições de

higiene (iniciava lavando o rosto dos

alunos) e de moral. Depois ia de abrigo

em abrigo levando, mais que donativos,

palavras amigas e mãos sempre prestáveis

para qualquer trabalho. Não foi preciso

muito tempo para que todos a conhecesse.

Quando passava, crianças famintas

e sujas, deficientes, enfermos de todas as

espécies gritavam por ela com os olhos

inundados de esperança. Mas, o início foi

A pequena Agnes Gonxha

Bojaxhiu nasceu em

Skoplje, na Albânia, em

26 de agosto de 1910.

Skoplje vivia em constante

conflito com a dominação turca.

Seu pai, Nicolau, lutava contra os conflitos

étnicos, o que levou a sua morte em

1919, obrigando sua mãe, Rosa, a assumir

os gastos da família.

Agnes foi educada numa escola estatal,

durante os tristes anos da I Guerra Mundial.

Tinha uma voz muito bonita e logo

tornou-se solista do coro da igreja de sua

aldeia. Todos perceberam seu gosto pelos

ofícios religiosos, ingressando na Congregação

Mariana, onde foi aperfeiçoando

sua formação cristã e abrindo o coração

às necessidades do mundo, ajudando

os pobres em sua própria casa. Tinha

uma particular impressão das cartas que

os missionários da Índia escreviam, e que

eram comentadas em grupo. A miséria

material e espiritual de tanta gente, tocava

o seu coração.

Aos 18 anos mudou-se para Rathfarnham,

na Irlanda, onde ficava a Casa

Mãe das Irmãs de Nossa Senhora de Loreto.

No entanto, o seu sonho era a Índia,

e o trabalho missionário junto aos pobres.

Sabedoras desta aspiração, suas superioras

decidiram que ela fizesse o noviciado

já no campo do apostolado. Por isso, ao

fim de poucos meses de estadia na Irlanda,

partiu para a Índia. O ideal que brilhara

pela primeira vez na sua vida aos

MUNDO

Divulgação – Direitos Reservados

Madre Teresa de Calcutá,

a mãe dos pobres.

1

duro. Ela sentiu a angústia terrível da

solidão.

Um dia, dava voltas e mais voltas, à procura

de uma casa, um teto para acolher os

abandonados. Caminhou ininterruptamente,

até que já não podia mais. Então,

compreendeu até que ponto de esgotamento

tem que chegar os verdadeiros

pobres, em busca de um pouco de alimento,

abrigo, remédio ou esperança.

A lembrança da tranqüilidade material de

que gozava no convento lhe veio à mente,

porém, jurou não voltar atrás. Sua

comunidade eram os pobres. Aqueles de

quem as pessoas já não querem aproximar-

se com medo do contágio, porque

estão cobertos de micróbios e vermes,

que não vão rezar, porque não podem

sair nus de casa, que já não comem, porque

não têm força para comer, que se

deixam cair pelas ruas, conscientes de

que vão morrer e ao lado dos quais os

vivos passam, sem lhes prestar atenção,

que já não choram, porque se lhes esgotaram

as lágrimas.

Em março de 1949, Shubashini Das, uma

de suas antigas alunas, linda jovem, inteligente

e filha de uma boa família procurou

Madre Teresa, disposta a ficar com

ela e a colocar sua vida ao serviço dos

pobres. Madre Teresa a aconselha a rezar

e pensar melhor sobre essa decisão. A

jovem volta para casa, pensa, reza e retorna

para ser aceita na nova congregação

que começava a surgir, escolhendo

como nome para sua vida religiosa, o

nome de batismo da sua antiga professora:

Agnes. A esta, outras se seguiram,

sem qualquer propaganda, atraídas apenas

pelo testemunho daquelas que se

chamariam, mais tarde, Missionárias da

Caridade.

Uma vida mais regular começou então

para a pequena comunidade. Abriram

escolas, enquanto continuavam as visitas

aos bairros de lata. As vocações afluíam

e a casa tornou-se muito pequena. O primeiro

trabalho com os doentes e moribundos

recolhidos na rua era lavar-lhes o

rosto e o corpo. A maior parte não conhecia

sequer o sabão e a espuma metia-lhes

medo. A intenção era que eles soubessem

que haviam pessoas que os amavam verdadeiramente,

e ali, eles encontravam sua

dignidade, assim como a alegria, que as

irmãs ofereciam em abundância.

Em agosto de 1952, abriram o primeiro

lar infantil Sishi Bavan (Casa da Esperança)

e a congregação começa a expandir-

se pela Índia (Ranchi, Nova Delhi e

Bombaim) e por todo o mundo.

Madre Teresa percorre, como de costume,

as ruas prestando ajuda aos mais

necessitados, quando, de repente, para

diante de um espetáculo horripilante:

uma mulher agonizava no meio de escombros,

roída pelos ratos e formigas.

Madre Teresa aproximou-se e ouviu um

queixume em voz muito tênue dizendo

ter sido o próprio filho a lançá-la ali.

Recolheu-a e levou-a ao hospital mais

próximo. Quando viram aquele semicadáver,

responderam que não poderiam

aceitar aquela mulher. Com a insistência

a aceitaram, porém, a mulher morreu

pouco depois. De regresso a casa, pensou

nos moribundos como aquela mulher,

que todos os dias morrem pelas ruas de

Calcutá sem ninguém lhes prestar assistência,

criando assim a “Casa do Moribundo”

a qual dedicou suas melhores

energias físicas e espirituais.

Em 1965, fundou sua primeira casa na

América Latina, na Venezuela e em

1967, outra no próprio coração da cristandade,

em Roma. Em 1968, a congregação

estende-se por outras regiões: Ceilão,

Itália, Austrália, Bangladesh, Ilhas

Maurício, Peru e Canadá, e nos anos seguintes

em Londres e Gaza, na Palestina,

para atender aos refugiados. Seguem

inaugurações, México, Guatemala, Alemanha

Oriental, Rússia, Cuba, dentre

outros.

Mesmo jamais gostando de falar a respeito,

recebe homenagens por todo o mundo,

desde Skoplje, sua terra natal que a

nomeia “Cidadã Ilustre”, a “Medalha

Presidencial da Liberdade”, a mais alta

condecoração do país mais poderoso da

terra, e o Prêmio Nobel da Paz, que recebe

em 15 de outubro de 1979.

Em 1983, sofre o primeiro grave ataque

do coração e o médico lhe diz que tem

coração para mais trinta anos, ela toma

isso ao pé da letra e nem febre alta a faz

descansar.

Realiza um dos seus sonhos em 1989,

abrindo uma casa na sua Albânia natal

que, apesar de ser um dos países mais

pobres, injustos e atrasados do planeta,

orgulhava-se de ser o país mais ateu do

mundo, o único em cuja constituição

figurava paradoxalmente o ateísmo como

“religião do estado”.

Em setembro de 1989, sofre um novo e

mais forte, ataque do coração, recuperase

e retoma ao trabalho, com mais vigor

do que antes, apesar do marcapasso.

No dia 05 de setembro de 1997, sofre sua

última parada cardíaca.

Uma fila de quilômetros formou-se durante

dias a fio, diante da igreja de São

Tomé, em Calcutá, onde seu corpo foi

velado por mais de uma semana. O mesmo

veículo que, em 1948, transportara o

corpo de Mahatma Gandhi foi utilizado

para realizar o cortejo fúnebre da querida

“Mãe dos Pobres”.

Madre Teresa é para nós, da ONG

“Projetos sociais meu sonho não tem

fim”, um sopro de maternidade e proteção.

Fonte de profunda inspiração na

tarefa de levarmos mais amor, dignidade,

esperança e oportunidades aos nossos

irmãos menos favorecidos.

Luta constante pelos menos favorecidos.

“Coração feliz é resultado de um

coração repleto de amor”.

Madre Teresa de Calcutá

http://www.irmadulce.org.br

As Obras Sociais Irmã

Dulce foram fundadas em

1959 por Irmã Dulce e congregam a excelência

técnica e o pioneirismo em práticas

de humanização no atendimento à população

de baixa renda.

Esse post foi publicado em Organizações. Bookmark o link permanente.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s