ATEMÓIA – PINHA COM SABOR UM POUCO ÁCIDO

Curiosidades Gerais

22/09 – ATEMÓIA – PINHA COM SABOR UM POUCO ÁCIDO

 

 

Por ser ainda pouco cultivada, e muito procurada, a atemóia – fruta resultante do cruzamento da pinha com a cherimóia – tem alcançado bom valor de mercado, atingindo R$ 5,00 o quilo, informou o engenheiro agrônomo Luiz Fernando Ferreira Melo, chefe da Divisão de Fruticultura e Olericultura da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), em Salvador.

De formato semelhante ao da pinha, mas pouco maior, a fruta está sendo pesquisada pela EBDA no Projeto Mandacaru e no Campus-III da Universidade Estadual da Bahia (Uneb), em Juazeiro, desde fevereiro. “Os resultados são animadores”, disse o pesquisador e agrônomo George Ricardo Libório, da gerência regional, à Sucursal de A TARDE em Juazeiro.

A área com atemóia no Brasil é de aproximadamente um mil hectares, concentrados nas regiões sul e sudeste. Na Bahia há poucas áreas plantadas e a produção ainda é pequena, voltada para o consumo local. A planta vem se desenvolvendo bem na região de Juazeiro onde, segundo dados da Codevasf, existem cerca de 90 hectares plantados em sua área de abrangência.

O interesse pela exploração tem aumentado, em razão do lucrativo retorno comercial que a cultura oferece – pela possibilidade de se programar diferentes épocas de produção por meio do manejo da poda, irrigação, adubação e polinização. A plantação da atemóia está restrita a alguns países tropicais e subtropicais, por adaptar-se melhor às condições intermediárias entre a cherimóia (clima subtropical) e a pinha (clima tropical).

Apresenta porte e conformação variáveis, geralmente de copa aberta, esparramada, com altura e diâmetro de nove a 11 metros. Produz de 80 a 100 frutos por ano, que pesam entre 102 a 1.997 gramas, contendo de seis a 75 sementes por fruto. Para uma adequada produção comercial, a atemóia precisa ser podada.

POUCAS PESQUISAS – Apesar da demanda de informações sobre a cultura, são poucas as pesquisas em andamento e estas se encontram predominantemente no Sul do País, sendo reduzidos os registros sobre produção no Nordeste, daí a Embrapa ressaltar a importância de suas pesquisas. “A atemóia é uma fruta híbrida, obtida através do cruzamento da pinha (Annona squamosa, L.) com a cherimólia (Annona cherimola Mill), pertencente a família das anonáceas”, informa o agrônomo Luiz Fernando Ferreira Melo.

A EBDA realiza estudos visando ao desenvolvimento tecnológico no submédio São Francisco. O objetivo é de analisar o desempenho da cultura para, até 2005, recomendar as variedades e técnicas de cultivo mais apropriadas para a região. A pesquisa também avaliará o comportamento agronômico das seis variedades de atemóia mais produzidas no Brasil: Pink’s Mammoth, Thompson, African Pride, Gefner, PR-3 e Bradley.

Serão analisados diferentes manejos de poda dessas variedades, associados à nutrição mineral e irrigação, visando à produtividade e qualidade do fruto. Outros objetivos do estudo são a elaboração de um manual de instruções técnicas para o cultivo da atemóia e a capacitação, de forma direta e indireta, até 2005, de 1.000 profissionais, entre produtores e técnicos, para o manejo da cultura.

O engenheiro lembrou que há referências de que as temperaturas ideais para a fase de desenvolvimento da atemóia são: mínima entre 13º e 20ºC e máxima de 22ºC a 32ºC. Na fase de maturação são ideais as seguintes temperaturas: mínima de 15ºC e máxima de 24ºC. E o solo ideal para o cultivo da atemóia deve ser profundo e bem drenado, com pH ideal em torno de 5,0 a 6,0. O espaçamento para o plantio tem variado de 4mx3m até plantios mais adensados de 4mx2m, conduzidos sob poda.

Luiz Fernando ressaltou que para o plantio comercial de atemóia a propagação por sementes não é recomendada porque surgem grandes variações. “No cultivo da atemóia, devem-se utilizar sempre mudas enxertadas, sadias e de procedência conhecida; a multiplicação por sementes só é interessante para obtenção de novas cultivares”, disse, acrescentando que “das diversas doenças que atacam a atemóia, a broca do coleto é considerada a mais prejudicial porque pode causar a morte da planta”.

Data Edição: 22/09/03    
Fonte: A TARDE On Line    

 

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